NOTÍCIAS

EM BUSCA DE SEUS DIREITOS, PORTUÁRIOS VÃO PARA O PORTO

Os trabalhadores portuários representados pelos sindicatos filiados à Federação Nacional dos Portuários – FNP estão em estado de greve. Na próxima sexta-feira, dia 24 de janeiro e no dia 30 deste mês eles irão paralisar suas atividades em todo o País.

Os profissionais reivindicam a implantação do Plano de Cargos Carreiras e Salários – PCCS, uma solução para o Portus – previdência complementar da categoria – e a regulamentação das atividades da Guarda Portuária, sem terceirização.

Segundo o presidente da FNP, Eduardo Leiro Guterra, a decisão de realizar a mobilização foi tomada durante uma reunião com a participação de boa parte dos associados da Federação. “No final do ano passado nós fizemos uma reunião de planejamento apontando alguns pontos relevantes aos trabalhadores. Entre os vários quesitos levantados, nós priorizamos as três pautas reivindicadas”, diz Guterra.

O presidente aponta que, a partir de então, foram realizados encontros com os órgãos do Governo, responsáveis por essas questões, mas que de nada adiantou.

Ele explica que como vai acontecer a mobilização. “Na sexta-feira vamos fazer uma paralisação (dos trabalhadores) de seis horas, das 7h às 13h. Na próxima semana será de 24 horas”.

E acrescenta: “Na primeira semana de fevereiro nós vamos chamar os sindicatos de novo para avaliar os rumos do movimento e ver o que será feito”.

Portuários na região de Santos

A Tribuna entrou em contato com os presidentes dos sindicatos dos Operários Portuários – Sintraport e dos Empregados na Administração Portuária – Sindaport. Que participaram da reunião, mas até o final desta edição não houve resposta.

Apesar de o Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras – Sindogeesp, também ser filiado à FNP, ele não teve representatividade no encontro.

O presidente da Classe, Guilherme do Amaral Távora, comenta que não viajou para Brasília, pois a sua categoria é constituída por avulsos e não luta por essas causas. No entanto, ele não descarta colaborar com a ação.

“Com certeza, no que estiver dentro das nossas possibilidades, qualquer movimento que venha a acontecer terá o apoio do Sindogeesp. Vamos ajudar para que os trabalhadores tenham êxito”. 

Fonte: A Tribuna